Príncipes encantados
O que rola com a minha amargura de adolescente frustada é que eu sempre esperei por um príncipe encantado (não exatamente numa torre, mas o meu quarto, que pode-se apelidar de bat-caverna). Eu me imaginava em algum momento da minha vida vivendo o fulgor do amor á primeira vista, tendo meu primeiro beijo e outras primeiras coisas com o cara, ter filhos lá pros 27 junto de todos os gatos que eu encontrasse na rua e PRONTO. Final feliz escrito está. Mas o universo não colabora comigo. Talvez ver duas vezes por dia Cinderella aos 5 anos tenha contribuído para a minha tietisse em príncipes encantados, mas deixa baixo. O fato é que após eu encher o saco dos meus pais com a minha cantoria desafinada minha obsessão em formato de DVD sumiu da prateleira de filmes. Lembro que chorei por um dia inteiro, porém a substituição foi rápida e quase indolor. Lilo & Stitch era o nome do novo amor da minha vida (e é até hoje). Eu fui crescendo e com o passar ...